sexta-feira, 25 de abril de 2014

guardo meu sorriso




E eu peço pras luas me guiarem, 
levanto o pensamento e sigo pela estrada.
 O que me doe nas costas me empurra para a frente, 
não sei bem mais do que falo e nem do que espero. 
Vou com as peças que ainda me restam
 e lavo a alma no céu de mar.
Hei de ser energia transcendente
que não precisa de pés 
pra deslizar 
no
 infinito. 

Grito e vou.







quinta-feira, 9 de janeiro de 2014




-  tirei todas as palavras repetidas, os tons errados e notas falsas -

Toda essa contradição (que se diz inocente, sem dizer) foi excluída e retalhada, como as flores roxas do seu jardim ao fim do dia
(poucas, mas presentes)
O vento abriu a janela da cozinha e espalhou todo nosso feito, pó

- Fecha isso, antes que entre pelos nossos olhos
- Deixa ela com a suas consequências mal admitidas, coitada, vive só
- Só? Com tamanha imensidão na pele? Ela vive no amanhecer mais bonito, no primeiro canto do galo

Outra flecha entrou dançando pela janela, quase que derruba uma xícara:

- Esse fluxo me desconcentra
- Esquece dele, que ele ta só de passagem

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Esperava algo amanhecer, algo que eu viera a engolir alguns anos atrás. Essa eterna digestão que gritava socorro dentro de mim e eu engolia mais uma vez.
Saber de toda a extensão que a vida propõe (e o que somos).
Outrora, indaguei-me o que torna tudo tão cansado, tão resumido. Viver a espreita dos sentidos que criamos em tudo que acreditamos ou supomos acontecer.

.Ser
amor
líquido.

prelúdio da passagem

 a cama
a gente faz
pra se deitar;